DO MARCO ZERO AO CENTENÁRIO
Goiânia, sua história e os caminhos da mobilidade

Uma leitura sobre a formação de Goiânia, os eixos de transporte e as propostas para o centenário da cidade, a partir da publicação organizada pelo RedeMob Consórcio.
Uma cidade também se conta pelos caminhos
Do Marco Zero ao Centenário aproxima duas histórias que não se separam: a formação de Goiânia e a construção de sua rede de transporte público. O percurso começa na cidade planejada, atravessa a expansão metropolitana e chega às propostas apresentadas para o centenário, em 2033. Registros históricos, fotografias e projetos ajudam a ler as mudanças do território para além do desenho das vias.
No plano de Attílio Corrêa Lima, a Praça Cívica organiza o centro administrativo e a perspectiva das grandes avenidas. A relação com Campinas e com os caminhos regionais já fazia parte dessa implantação. Ao revisitar o traçado original, o livro mostra como centralidades, circulação e ocupação do solo participam de uma mesma história urbana.

Os eixos que reorganizam o território
À medida que Goiânia cresce além do plano inicial, o transporte passa a conectar novas distâncias, bairros e oportunidades. A publicação retoma a implantação do Eixo Anhanguera, em 1976, e a formação do eixo Norte–Sul, no início dos anos 1980. Os corredores aparecem como estruturas que influenciam o funcionamento e a expansão da cidade — não apenas como trajetos de ônibus.
O encontro das avenidas Goiás e Anhanguera, na Praça do Bandeirante, ganha outro significado nessa leitura: ao marco zero administrativo soma-se uma centralidade ligada aos deslocamentos cotidianos. Entre o plano urbano e a cidade vivida, o livro acompanha mudanças na rede, nas formas de integração e nas condições de acesso ao transporte.

Mobilidade é acesso à cidade
Trabalho, educação, saúde e lazer dependem das conexões entre os lugares. Essa dimensão cotidiana atravessa os capítulos dedicados à integração metropolitana, ao financiamento e à gestão do transporte. A publicação apresenta a reorganização institucional da Nova RMTC e discute a sustentação de uma rede que atende diferentes municípios.
Nos terminais, linhas dos bairros encontram os grandes corredores. O livro trata esses espaços como pontos de articulação territorial, capazes de aproximar moradia, serviços e oportunidades. A discussão se estende à prioridade dos ônibus nas vias, à coordenação dos semáforos e à renovação da frota: decisões operacionais que também moldam a experiência de quem usa a cidade.

2033: um horizonte em construção
A parte final se volta ao futuro. Requalificação dos espaços públicos, integração entre modos de deslocamento, novas tecnologias e transição energética compõem o horizonte apresentado pela publicação. O centenário funciona como referência para discutir continuidade do planejamento e escolhas que ultrapassam uma intervenção isolada.
Na Praça do Bandeirante, a proposta de um terminal a céu aberto reúne o encontro dos corredores BRT e a qualificação do espaço de permanência. As visualizações reproduzidas no livro são imagens de projeto: apresentam uma possibilidade de transformação, não um registro de obra concluída.

A participação do Urbanidades
Vinicius Ribeiro participa da publicação como consultor pelo Instituto Urbanidades, conforme o expediente. Sua participação integra uma produção que articula história urbana, planejamento e mobilidade, com texto de Malu Longo e organização de Leomar Avelino Rodrigues pelo RedeMob Consórcio.

Do Marco Zero ao Centenário
RedeMob Consórcio · Goiânia · 2026. Consulte os sete capítulos e o expediente na publicação original.
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Esta apresentação reúne um recorte dos temas e das imagens do livro. A publicação completa permite acompanhar os sete capítulos, consultar os registros e conhecer o conjunto de propostas e créditos.